domingo, 17 de outubro de 2010

O São Paulo vive um ano difícil, tudo indica que será o segundo consecutivo sem títulos no profissional, mas o presidente Juvenal Juvêncio tem razão especial para comemorar: Cotia “ressurgiu”.




Bombardeado no começo do ano pela crise nas categorias de base, alavancada por ações judiciais, o mandatário adotou medidas drásticas para inverter o quadro. A principal foi entregar o comando do time a Sérgio Baresi, campeão da Copinha com a equipe de base.



Ao mesmo tempo e impulsionado pela inauguração do CT do rival Corinthians, Juvenal “turbinou” o Centro de Formação de Atletas (CFA) Laudo Natel com obras substanciais de estrutura (veja detalhes na página 10), às quais o LANCENET! teve acesso com exclusividade.

SPFC/Divulgação

Com fundos oriundos em sua maioria da Lei de Incentivo ao Esporte e com supervisão de Luiz Rosan, fisioterapeuta do clube e ex-Seleção, o Tricolor está próximo de finalizar a construção de um luxuoso hotel, de uma arquibancada em um dos 11 campos de Cotia e do Reffis II.



A finalização do hotel, que abrigará até 148 jogadores, é parte de um projeto ousado do presidente, que ainda engatinha: transferir todas as atividades do clube para Cotia, inclusive dos jogadores profissionais.

SPFC/Divulgação

– O futuro do São Paulo está em Cotia – disse Rosan, que divide sua rotina entre o CFA e a Barra Funda.



Já o projeto do Reffis II terá 1.250 metros quadrados de construção, em uma área total de 7 mil metros quadrados, e equipamentos de última geração no que concerne à fisioterapia e reabilitação de atletas. Tudo isso amparado por uma equipe de, ao todo, dez fisioterapeutas.

SPFC/Divulgação

Com a arquibancada, o clube pretende mandar jogos da Copa São Paulo “em casa” em 2011. Para isso, capacidade para 1.500 pessoas e estacionamento com 200 vagas.



O Tricolor acelera as obras e pretende inaugurá-las até novembro. Enquanto isso, adota discurso de bons serviços prestados do ex-interino Sérgio Baresi, que consolidou atletas como Casemiro e Lucas no time principal e direcionou outros.



Em 2011, a ideia é formar um time essencialmente com atletas das categorias de base. Antes, corrida para concluir as obras e fechar bem um ano que começou nas ruínas.

O QUE MUDOU DESDE JANEIRO

Copa São Paulo

Em janeiro, o Tricolorzinho bateu o Santos nos pênaltis na final e voltou a conquistar o torneio, que não vencia desde 2000. Lucas, na época Marcelinho, foi o principal destaque.

‘Resgate’ da base

No início do ano, Diogo, Oscar e Lucas Piazon movem ações contra o clube. O primeiro, após fracassar seis vezes, voltou em março e está no profissional. Piazon voltou em abril, após acordo entre as partes. Já Oscar foi para o Inter e ainda briga na Justiça.

Ascensão da molecada

O primeiro a subir foi Casemiro, em julho, ainda com Ricardo Gomes no comando. Depois, vieram Lucas, Lucas Gaúcho, Zé Vitor e Bruno Uvini, todos campeões da Copinha. A chegada de Sérgio Baresi no comando do time significou o ápice da ascensão de Cotia, com mais espaço aos garotos, principalmente Lucas, que salvou o ano do clube, segundo o presidente Juvenal Juvêncio. Ele, hoje, briga pelo título de revelação do Brasileirão e funcionários do CFA comemoram.

Estrutura acelerada

Em setembro, depois da inauguração do CT do Corinthians, no Parque Ecológico, o clube intensifica o trabalho para a conclusão das obras de Cotia. Reffis, arquibancada para estádio receber jogos da Copinha e hotel de luxo fazem parte da mudança. Clube planeja inaugurar todas as novas instalações ate o início de novembro.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Morumbi fora da copa 2014


Colunas: Escrito por Claudelino Priviero Brito


Se a especulação é grande, não menor é a sede de vingança de que repórteres, jornalistas, dirigentes de clubes, dirigentes de federações/confederação – e políticos! especialmente o Sapo Barbudo – estão possuídos neste período de indefinições que precede a escolha dos estádios que acolherão jogos da Copa do Mundo de 2014.
Estamos assistindo ao desenrolar dos fatos que acontecem na África do Sul. Ainda não começou o torneio, faltam alguns dias, precisamente oito! - e muita coisa está por ser concluída. Conforme matéria desta madrugada de 2 de junho de 2010, na Globo News, 70% das obras viárias em torno dos estádios que sediarão jogos ainda não estão concluídas; significa que, embora o trabalho se desenvolva 24 horas por dia, os entrevistados na reportagem, submersos a grandes congestionamentos, não acreditam na conclusão das mesmas. Uma Copa do Mundo não se restringe unicamente à escolha, adequação ou construção de um estádio de futebol. Vai muito além disso.
E o que faz parte de um pacote de obras que dotam as cidades de condições ideais mínimas para a realização de jogos, com o conseqüente afluxo de torcedores-turistas ou turistas-torcedores, foge à competência de governadores e prefeitos, de clubes (dos presidentes a sócios/sócios-torcedores/colaboradores e empresas parceiras), seja no planejamento urbano e suas implicações com a realização dos eventos, nas obras civis, a cada um, segundo seu grau de envolvimento.
Água, esgoto e energia elétrica; obras viárias; transporte de massa; oferta de estacionamento para transporte familiar/individual; espaço para equipes de jornalismo de rádio, TV, imprensa escrita e internet; linhas telefônicas, internet, fibra óptica; serviços de pronto-atendimento de saúde; logística de espaço aéreo; segurança pública e de estádio; espaço para treinamento das seleções e o respectivo traslado aos diversos espaços das cidades e ao estádio em que cumprirão a tabela, hospedagem/rede hoteleira, engenharia de tráfego . . . E . . . financiamento!
Mas (e há sempre um mas!), não podemos nos esquecer de que estamos no Brasil, no fim de um governo na esfera federal que nunca antes na história destepaiz foi tão pródigo na ocorrência de escândalos político-financeiros, lavagem de dinheiro, na dissipação de verbas públicas e falcatruas entre companheiros e neo-companheiros. O contribuinte que paga imposto de renda e outros impostos sabe que, nesta última sexta-feira, iniciou-se o ano de trabalho para que possa atender às suas necessidades pessoais; até aqui, foi ano-fiscal, trabalhou-se para o governo!
Há uma outra sede (sêde, viu!?) que ronda a Copa do Mundo: a sede da beliscada! Quem puder beliscar ou morder algum até 2013 – ano em que será realizada, aqui no Brasil, a Copa das Confederações, vai beliscar ou morder!
Essas beliscadas e/ou mordidas incluem a reforma e construção de estádios, obras de entorno etc. Tudo estará, até 2014, na alça de mira de especuladores, atravessadores, corretores, publicitários, donos de empresas ou conglomerados de comunicação, jornalistas de rádio, TV e internet, empreiteiros, assessores políticos . . . Enfim, peixes miúdos e peixes graúdos! É muito dinheiro envolvido.
A par de tantos interesses, percebe-se, nitidamente, que aqueles que têm ou terão algum poder de decisão, intervenção ou captação de dividendos financeiros e/ou políticos com tal evento, vestem, por baixo de seus ternos ou uniformes, quase que uma segunda pele: a camisa do seu time preferido!
Estou vendo demais? Delirando? Viajando na maionese? Na,na,ni, na, não! O que divulgou, segundo fonte segura e de poder decisório, o jornalista Juca Kfouri, notório galinha? O que disse a Galinha Maior – a carijó, chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo da África? O que vem dizendo o presidente da CBF – num jogo de esfola-assopra? O que jornalistas, a soldo de complexos de comunicação e clubes, plantam de notícias na mídia para confundir a opinião pública? Ora é sim! Ora é não! O Estádio Cícero Pompeu de Toledo parece, se isso fosse possível, uma bola de tênis: a um tempo, de um lado da quadra, satisfazendo, especialmente, a torcida galinácea, que não quer ter mais uma frustração na vida: ver o Morumbi palco da abertura; a outro tempo, do outro lado da quadra, a diretoria do Maior do Mundo, assoberbada, mas sabendo-se competente para conquistar mais um troféu! . . .
Apostam na possibilidade de que ocorra em Sampa o que aconteceu no Rio, com o Engenhão. São quatro os grandes do Rio – Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo; destes, só o primeiro tem estádio que possa abrigar jogos que envolvam equipes medianas. Os demais, nem CT com letra maiúscula têm! Ontem, em entrevista coletiva, Zico, que assumiu a direção de futebol da urubuzada, tem como meta, dotar o Fla* de um CT. E pretendem ser o que na verdade não são!
Portanto, tricolores, sendo ou não anfitriões em 2013 e 2014, uma coisa é certa: o Maior do Mundo é o único – repito: único! - clube brasileiro com condições de trazer esse troféu para a cidade de São Paulo, a primeira da América Latina.
Suínos, lambaris e galináceos, tenham ou não cotovelo ou anatomia que equivalha, estão acometidos de uma dor que nenhum médico ou fármaco cura: a dor de cotovelo . . .